Na Alemanha, o "segundo choque da China" causa massacre de empregos

Os números são impressionantes. Durante os primeiros cinco meses de 2025, as exportações alemãs para a China caíram 14,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, as importações alemãs da China aumentaram duas vezes mais rápido que o restante das importações, apontou o Instituto Econômico Alemão em um estudo datado de 24 de julho. "Esta é uma queda enorme", observa Jürgen Matthes, do instituto com sede em Colônia, que observa que a China está exportando seus produtos manufaturados a preços reduzidos devido ao excesso de capacidade em certos setores. Especificamente, as especialidades tradicionais "made in Germany": automóveis e máquinas.
Para a economia alemã, a situação é dramática: a queda nas exportações para a China é acompanhada por uma queda no valor agregado e no emprego em nível nacional. Dez mil empregos industriais são destruídos todos os meses na Alemanha devido a essa concorrência, que ocorre não apenas no mercado chinês, mas também em mercados de terceiros, onde o "Made in China" ofusca cada vez mais os produtos alemães. Essas perdas de empregos estão elevando o número de desempregados, que ultrapassou a marca de três milhões em agosto, de acordo com estatísticas da Agência Federal de Emprego, publicadas na sexta-feira, 29 de agosto. Esta é a primeira vez desde fevereiro de 2015.
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Le Monde